Os nossos caminhos se uniram pelo destino, já que nossas mães compartilham o mesmo sangue. Mas isso não explica o que aconteceu. Duas menininhas em que em um mundo irreal acreditavam e compartilhavam os mesmos pensamentos. Quando juntas, havia uma mistura de fantasia e realidade. Fadas, portais e corredores floridos construímos na esperança que no dia seguinte elas passariam por ali. A inocência e a ânsia em ajudá-las era o que nos motivava.
O tempo foi passando e mesmo com a distância elas foram crescendo e amadurecendo de uma forma quase igual. Quando havia oportunidade de se encontrar a felicidade as invadia e cada descoberta era compartilhada entre ambas. Tudo era novidade. O amadurecimento foi tomando forma e com ele, dúvidas surgiam. O que antes era normal, agora começava a ser inquietador. Por um longo tempo, essas duas meninas, que agora já não eram mais tão meninas e não possuíam mais toda aquela inocência, não tiveram mais contato. Esse tempo foi estranho. Não as culpe, não foram elas as culpadas. A família se desentendeu. Elas não. A cada dia que passava aquelas meninas iam crescendo e florescendo suas opiniões, e como uma rosa desabrocha elas também o faziam. Depois de um longo período de tempo sem se ver, elas se reencontram e ficam surpresas com as mudanças transcorridas durante o tempo. Horas e horas se seguiram e as novidades foram postas ás duas. Elas estavam juntas novamente e dessa vez, prometeram que não iriam mais deixar escapar tanto tempo, e com ele coisas que perderam. Agora elas estavam unidas novamente. A mais nova delas, se sentia orgulhosa em ter alguém para se espelhar. Alguém que sanasse suas dúvidas e dividisse seus momentos. A confiança é clara e o amor é o mais puro que se pode imaginar. Enquanto juntas, elas fazem tudo unidas desde quando acordam até a hora de dormir.
A partir daí então, como prometeram passaram a se ver mais e a cada visita ainda mais coisas elas tinham para contar. Uma confiava na outra a sua vida, e a mais ninguém. Elas se entendiam como ninguém as entendem. Se elas brigam? Não se pode chamar as pequenos devaneios entre elas de briga, não. As risadas e toda a diversão que elas compartilham passam por cima de tudo. Uma se sente protegida ao lado da outra. Uma ensina coisas para a outra. Elas vivem momentos juntas, aprontam juntas e se algo der errado, assumem juntas. Viveriam 1000 anos se preciso fosse, compartilhando o mesmo teto. O que elas dividem é inexplicável, o amor que as sustenta é puro e inabalável. Um carinho sem tamanho e uma amizade, acima de tudo, que vai além do sangue que compartilham.

Vivenciei um pouco dessa história.
ResponderExcluirBelo texto, parabéns.
Simplismente muito lindo o texto,parabéns Lari.
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